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Publicidade tosca
Quinta-feira, Novembro 17, 2005
 

Existem assuntos que são fontes inesgotáveis de posts. Um desses assuntos é a publicidade. A publicidade brasileira é uma das mais premiadas do mundo, mas há também as menos, digamos, sagazes.

Falando em sagacidade, uns cartazes publicitários afixados em alguns pontos do metrô do Rio fazem um tipo de propaganda que está longe de disputar prêmios: os trocadilhos. Pensou em gás, pensou SAGÁS.

Os trocadilhos não param por aí: No bairro do Méier, há uma petshop na rua Aquidaban. Qual o nome da loja? Aquidabanho. No bairro da Abolição, existe uma loja de som, qual o nome? AboliSom. Vai inventar nomes bacanas assim lá em Copabacana...

O apelo também é uma estratégia bastante usada. Por exemplo, em comerciais de shampoo, jamais veremos uma garota-propaganda como essa. Todas as atrizes tem cabelos lisos e belos. Um salão de beleza me chamou a atenção exatamente por isso.

Seria um salão pra travesti?


Os Pais de Santo possuem uma outra tática. Espalham cartazes aleatórios por diversos pontos da cidade, pregando-os em postes. A qualidade em si, não importa muito. Um Designer Gráfico é um profissional completamente supérfluo.

Quem vive na cidade do Rio de Janeiro, dificilmente não conhece a Meyre da Mulambo. Mesmo que não tenham usado seus poderes mágicos, seus cartazes afixados do Leme ao Pontal, dando uma volta pelo subúrbio, fizeram sua fama. Meyre é uma concorrente direta do Pai Ambrósio.



Essa maravilha da propaganda eu achei em uma de minhas viagens a Guaratinguetá (pra quem não conhece, é uma cidade do estado de SP próximo a Aparecida do Norte).



Imaginem o diálogo entre o vendedor e o comprador:

Comprador: Me vê uma pipoca com bastante queijo.
Vendedor: Aqui está.
Comprador: Hei, mas aqui tem mais queijo, e não bastante queijo.
Vendedor: Claro que não! Olhe bem, tem bastante queijo.
Comprador: Tá maluco? Aqui tem mais queijo, só vou pagar R$ 1,50.
Vendedor: Então vamos pra delegacia.

Na Delegacia...

Comprador: Seu delegado, olhe bem, o que tem nessa pipoca?
Delegado: Ela está com queijo...
Comprador: Aahhh! Então só vou pagar R$ 1,00.



 


Cantigas de Roda
Sexta-feira, Novembro 11, 2005
 

Na aula de hoje, iremos tentar desvendar os mistérios das cantigas de roda. Como todos nós sabemos, essas canções infanto-populares fazem parte dos 5 maiores mistérios da humanidade, atrás apenas da construção das pirâmides egípcias.



A primeira a ser estudada será a famosa "Ciranda, Cirandinha". O título em si já é um mistério. De onde vem a palavra ciranda? Segundo Aurélio Buarque de Holanda - mais conhecido como mini-dicionário - Ciranda é uma peneira grossa, e cirandar é o ato de peneirar. Mas como bons contestadores, não nos satisfizemos com essa farsa empregada pelos manipuladores. Vamos à música:



Ciranda, cirandinha,
Vamos todos cirandar,
Vamos dar a meia volta,
Volta e meia vamos dar.
O anel que tu me deste
Era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou.



A primeira hipótese é a de que essa canção nada mais era que um código de traficantes da época, onde nas quatro primeiras linhas, o traficante encarregado do transporte da droga avisa pelo rádio que há uma blitz na subida do morro e terão que contorná-la.




Em "O anel que tu me deste era vidro e se quebrou", seria uma clara codificação, onde anel era um Fuzil AR. E nas duas últimas linhas, "amor" era maconha prensada.Ou seja, um pedido de reabastecimento de drogas e nova carga de munição.



A segunda hipótese é a de que a música foi implantada em meio às crianças por um grupo homossexual, que pretende acabar com o heterossexualismo e implantar subliminarmente a ideologia gay na cabeça das crianças. Vamos à tradução:


Ciranda, cirandinha (Seria uma forma de se referir às bibas)
Vamos todos cirandar (Vamos soltar a franga)
Vamos dar a meia volta ("dar" a "volta", liberar a ruela...)
Volta e meia vamos dar (enfatizando a frase anterior)
O anel que tu me deste (Precisa de tradução??)
Era vidro e se quebrou (enjoou do parceiro, está terminando a relação)
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou (Agora partirá para outro parceiro)




Esse foi mais um post da série "Desvendando mistérios da humanidade".



 


Questionário
Quinta-feira, Novembro 10, 2005
 

Todos já respondemos a algum tipo de questionário (normalmente sem questionar). Eu por exemplo acabo de responder a um questionáriosocioeconômico (sim, tudo junto como um bom neologismo), e desta vez me questionei: Pra que diachos eles querem saber quantos livros eu li, o que eu acho da minha cor e se eu tenho/tive alguma doença venéria?

Agora pintou a hora da vingança! Segue abaixo o Questionário da Vaca Para Assuntos Que Ninguém Entende:1.

1. Complete a frase: Num ninho de mafagafos tinham seis mafagafinhos...

a. todos tomaram um porre de tequila e caíram do ninho.
b. Mafagafos não fazem ninhos.
c. Não sei o que são mafagafos.
d. S.D.S (só Deus sabe).

2. Qual desses ítens você levaria para uma ilha deserta?

a. Uma faca Ginsu.
b. Uma tesoura para cortar pêlos da orelha.
c. Um George Foreman Grill.
d. O que diabos eu vou fazer numa ilha deserta?

3. Para presidente você votaria em?

a. Isaac Newton, pois formulou a lei da gravidade.
b. Einstein que escreveu a relatividade.
c. Kiergaarden que analisa o nada e a essência do nada.
d. Pra que presidente, que viva a anarquia!

4. Você se considera:

a. Gay.
b. Homosexual.
c. Boiola.
d. Viadinho.
e. Todas acima.

Respondendo essas questões de forma sincera e humilde teremos em 15 dias o retrato psico-procto-social-etnológico correto dos leitores do Esculhambação!



 


Compositores
Terça-feira, Novembro 08, 2005
 

Fazer música é uma arte. Harmonizar letra e melodia, resultando em um produto final agradável, é trabalho para poucos. É um terreno subjetivo, é verdade, mas acho que alguns são consenso: Tom Jobim, Chico Buarque, Djavan, Nando Reis, etc. Por mais que seus estilos não sejam do agrado de todos, é fato seus talentos para tal.

Existem também, aqueles que se aventuram pelo mundo da composição musical e acabam se dando bem. Ou não! Latino se deu bem. Segundo o próprio autor, ele possui em casa um livro de rimas. Exatamente isso que vocês leram: LIVRO DE RIMAS.

Para compor a letra de Festa no Apê, ele afirma ter usado o recurso. Agora as rimas perfeitas estão explicadas. Com essa idéia revolucionária, todos nós podemos fazer músicas. É só juntar palavras que rimem. Simples.

Latino fez escola. E uma de suas alunas mais aplicadas, sem a menor sombra de dúvidas, é Noêmia Duque. A cantora emplacou o sucesso Entrei no seu site ontem e já é a música mais ouvida do site Trama Virtual. Com belos trocadilhos e rimas de efeito, a artista mostra todo seu dom para a música e ainda nos presenteia com toda sua beleza no seu cd Antecedentes Musicais.



Partindo do princípio que todos nós podemos fazer músicas com um livro de rimas, resolvi entrar na onda e compor a nossa melô. Para ouvi-la, clique aqui.

Vamos à música:

Perdemos o nosso site
Que triste observação
Depois do Parmalat
Criamos o Esculhambação!

Começamos cheio de enfeite
Mas faltava visitação
Mudamos o template
E comemos macarrão

Andaremos rumo à fortuna
Mesmo que seja difícil
Faremos até macumba
Ou me jogarei do edifício

Para fechar a musiquinha
Rimarei com perfeição
O Rafael é mariquinha
Se não gostou vem fazer na mão


Créditos:

Compositor: Diogo Mendonça
Voz: Diogo Mendonça
Instrumentista: Diogo Mendonça
Efeitos sonoros: Gravador de som do Windows



 


Utilidade Pública
Domingo, Novembro 06, 2005
 

Hoje vamos falar de um assunto sério. São as pessoas desaparecidas que habitam esse nosso mundão. É errado dizer que elas estão desaparecidas, por que óbvio, ninguém desaparece. Podem estar sumidas, perdidas, seqüestradas, refugiadas, mas não desaparecidas.

Em agosto de 1992, foi criada uma lei de incentivo ao desa-desaparecimento de crianças da cidade do Rio de Janeiro. Em todas as sacolas de supermercados e caixas de leite tetrapak, haviam fotos de criancinhas indefesas que perderam-se da família. Quem avistasse tal criança, era só ligar para o telefone que uma carrocinha o órgão responsável iria buscá-la, devolvendo à família.


Glauber está desaparecido há 13 anos.
Foi encontrado pela última vez engolindo
tesouras no meio da rua.


Mas com isso, criou-se um problema. As sacolas de supermercado ficaram abarrotadas de fotos 3x4, pra desgosto do dono do mercado, que não podia mais explorar a marca de seu estabelecimento nas sacolas.

Nas caixas de leite, teve uma época que substituiram o código de barras por fotos de crianças, ora negra ora branca.


Narciso (19) perdeu-se numa loja de brinquedos.


Surgiu então a necessidade de uma política massiva de marketing. Quem melhor divulgasse a criança perdida, mais chance teria de achá-la. Na ávore de natal de um shopping center, as bolinhas deram lugar às fotos. A Coquetel publicou uma edição especial de seu Caça-Palavras, só com nome de crianças perdidas.

Pensando em você, procuramos uma especialista no assunto. Dilza Aparecida, gerente de marketing da fundação S.O.S Crianças, diz que é preciso calma no processo de procura.

- Não é tão fácil quanto achar um amigo no orkut, diz ela.

No Brasil, há buscas que só finalizam depois de anos e até décadas. Foi o caso do menino Carlinhos, que nunca mais foi visto depois de atravessar a rua pra comprar esfihas.

Eu já acho que há um segundo problema por trás disso tudo. Trata-se de pessoas que também desapareceram, mas ninguém dá bola pra elas.

Onde estão por exemplo, os entrevistados pelo Ibope? Ou pior: onde é que vão parar aquelas pessoas que posam pra fotos de porta-retrato das lojas de 1,99? Mistério...



Hoje em dia, meu maior medo é ter que morar num apartamento com varandinha ou sacada. Já notaram que todos os seqüetros ocorrem com pessoas que têm sacada em seu apartamento?



 


Novidades novas!
Sexta-feira, Novembro 04, 2005
 

Após centenas de pedidos na nossa caixa postal 20.554 - aliás, nós somos o único site a ter uma caixa postal - tomei vergonha na cara e fiz umas alterações bacanas aí no layout. Agora ele tá mais leve, podem ver como o site PLUMA nos seus olhos, como uma salsicha de lata. As salsichas de lata são realmente feitas de salsicha?

Bom, a maior novidade é o Logotipo Móvel. Com o Logotipo Móvel, você terá a liberdade de colocar nossa marca no lugar que bem entender.



Quem disser que tá parecendo aqueles sites da Barbie (pra colocar as roupinhas na boneca) leva porrada.

Então, quando você se deparar com alguma foto com conteúdo ofensivo, é só arrastar o Logotipo Móvel pra cima de tal ofensa. Veja o exemplo:


Viu? Sempre pensando no seu bem!


Agora vou lá que tenho que ver o final de América.



 


Micareta
Terça-feira, Novembro 01, 2005
 

Tive uma experiência estranha e ao mesmo tempo esclarecedora no último sábado. Fui conhecer uma Micareta. Sim, nunca tinha ido. Ouvia falar e não tinha muita noção, mas agora está claro e explicarei tudo passo-a-passo.



Abadá

Uniforme padrão dos nativos. É feito de um pano tipo tactel ou algo parecido, sem mangas e com o logo da festa. Notei que nem todos eram totalmente iguais. Alguns apertaram/ alargaram/ enfeitaram/ cortaram para diferenciar um pouco, mas só um pouco. A idéia principal é você ser igual. O abadá ajudará você a se juntar à multidão e perder sua identidade.

Identidade

Você não é você. Você é mais um usando o abadá, é um número; simplesmente mais um em meio ao público. Aleatoriedade é a palavra-chave. Não é preciso saber o nome de ninguém, afinal, o principal você já sabe, todos ao seu redor são micareteiros. E isso basta!

Música

Uma vez Marcelo Nova disse que Axé é música para adestrar macacos, agora entendo o que ele quis dizer. Além do ritmo que faz os nativos se chacoalharem como chipanzés nos cio, as letras têm partes que buscam a interatividade dos micareteiros. Refrãos são pré-fabricados com o intuito de serem completados pela massa.

Exemplos:

Adestrador: Bebeu água?
Macacos: Não

Adestrador: Já chupou xibiu?
Macacos: Chupei!

Adestrador: inhó inhó
Macacos: uhuhuh ahahah



Susto

Em determinado momento do evento, a massa humana me fez lembrar um arrastão. Sim, arrastão do estilo daqueles da década de 90, que ocorriam com freqüência nas praias aqui do Rio. Cheguei a ameaçar uma corrida, mas fui acalmado pela minha namorada que me explicou se tratar de algo comum.

Fazia parte do Ritual. Uma música-adestradora falava alguma coisa relacionada a caranguejos. E a massa - mais que adestrada - obedecia ao comando correndo de lado; pra lá e pra cá, tal qual um caranguejo. Lindo!

Aleatoriedade

Como já mencionei, nomes são meros detalhes nesse tipo de evento. O instinto animal prevalece. Se você avistar um exemplar do sexo oposto - algumas vezes do mesmo sexo - que te interesse, basta puxar pelo braço e beijar. Isso mesmo, simples assim. Por isso a Micareta é tão amada pelos desprovidos de beleza.


Rafael não precisa de Micaretas pra fazer sucesso com as mulheres


Minha visita a tal evento foi apenas como experiência. Escolhi um que foi animado por uma banda pseudo-famosa: Cia Show. Abadá baratinho, suficiente pro meu objetivo, mas existem pessoas que pagam verdadeiros absurdos por uma festa como essa. Bandas como Babado Novo, cobram mais de cem reais por show.


Isso tudo só me fez confirmar que Micareta é pra otário!


Colaborou: Bruno Costa



 



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